
As palavras que seguem a leitura do Shemá Yisrael de manhã são “emet veyatsiv” - verdade e firme. Enquanto as palavras que seguem a leitura do Shemá Yisrael de noite são “emet veemuná” - verdade e fé. Sobre isso, explica-se que, de manhã, quando as coisas estão claras e óbvias, a pessoa pode exclamar que o papel da Divina Providência neste mundo é claro e garantido. Entretanto, quando a noite chega e, com ela a escuridão, a pessoa só pode declarar que a Providência Divina é um ato de fé.
A família do Rabino Elie Munk, da França, manteve sua fé durante um angustiante período de escuridão. Hoje, ele e seus descendentes têm o mérito de proclamar que a Providência Divina é firme, correta e duradoura - “veyatsiv, venachon, vecayam”.
Estou agradecido aos membros desta família, que compartilharam seus pensamentos comigo, particularmente à Rebetsin Amelie Jakobovits, de Londres, filha do Rabino Elie Munk, à Sra. Tova Lehman, de Brooklin, neta do Rabino Munk e ao Rabino Natan Scherman, conhecido editor das publicações Artscroll Mesorah, cuja esposa, Chana, é sobrinha do Rabino Munk.
França - 1940. Um país enfraquecido, com um exército inferior e com um sistema de defesa esfacelado, dependia das forças reais britânicas para protegê-lo. Como os alemães conseguiram invadir a França, o exército britânico se retirou. Os nazistas ocuparam então toda a região norte da França.
Paris também foi varrida pelos nazistas. Os judeus, especialmente os ricos, sabiam que precisavam escapar antes de serem pegos e deportados pelos alemães para campos de concentração.
Naquela época, o Rabino Elie Munk já tinha atuado como rabino chefe de Paris e rabino da sinagoga parisiense conhecida como “Sinagoga da Rua Cadet”. Conhecido talmid chacham, o Rabino Munk é autor de vários livros, entre os quais a famosa obra “Mundo das Orações”.
Quando os alemães invadiram a França, o Rabino Munk percebeu que a vida de sua família estava em risco. Sem demora, ele fugiu com sua esposa e quatro crianças em direção ao sul.
Eles vagaram por várias cidades e vilas, vivendo em Toulouse por algum tempo. Finalmente, estabeleceram-se em Nice, na costa mediterrânea. Originariamente, Nice era habitada por italianos e franceses, sob o controle do exército italiano.
Quando chegaram, Nice estava além do alcance das garras do regime nazista. A cada dia, entretanto, a situação de toda a França se tornava mais perigosa. Rapidamente os nazistas espalharam sua trilha de terror também por toda a parte sul do país. Então, nenhuma área da França estava a salvo da crueldade nazista.
O ódio pelos judeus no país crescia a cada dia. Quando a Rebetsin Fanny Munk deu luz à gêmeos, seus vizinhos zombaram dela, dizendo ser ridículo que os judeus trouxessem crianças para o mundo naquelas circunstâncias.
Numa segunda-feira de manhã, quando o Rabino Munk estava rezando em um minyán em Nice, um jovem se aproximou dele com notícias surpreendentes. No dia anterior o rapaz tinha sido preso por ensinar judaísmo para algumas crianças. Ele fora levado para um quartel general nazista, onde passou por um extenso e cansativo interrogatório e sofreu repetidas advertências. Quando os oficiais saíram da sala de interrogatório por um momento, ele percebeu um arquivo em uma mesa que continha a palavra “Munk” escrita sobre sua capa. Mesmo ciente do risco de vida que corria, o jovem abriu o arquivo. Logo na primeira página ele leu que os Munks deveriam ser presos na quarta-feira de manhã e deportados para a Alemanha. Nesta segunda-feira o rabino desapareceu.
Sua mulher ficou desesperada. Há muito tempo ela suspeitava que, sendo um judeu prestigiado, seu marido poderia ser procurado pelos nazistas. Os Munks tinham vizinhos terríveis. A mulher que morava no apartamento diretamente abaixo, frequentemente batia com o cabo de vassoura no teto como protesto contra os constantes barulhos de cima. O choro dos irmãos gêmeos a incomodava. O barulho das outras crianças enquanto faziam suas brincadeiras infantis também. Várias vezes ela ameaçara os Munks de delatá-los às autoridades locais. Nesta segunda-feira a Rebetsin Munk temeu que a vizinha realmente tivesse cumprido sua promessa.
Na manhã seguinte, um homem bateu à porta de sua casa. Ele era baixo, vestia roupas de um tamanho muito maior que o seu e usava um chapéu do departamento de esgotos da cidade. A jovem filha do Rabino Munk, Françoise, abriu a porta.
- Sua mãe está em casa? - ele perguntou.
- Tem um homem na porta que quer ver a senhora! - disse a pequena garota chamando a mãe.
Quando a rebetsin chegou na porta, o homem já tinha dado alguns passos para dentro da casa e estava sorrido.
O “estranho” era o Rabino Munk. Ele estava com a barba mal feita e com uma aparência repugnante. O disfarce era tão perfeito que sua própria filha não o tinha reconhecido.
O rabino explicou para sua ansiosa e incrédula família que no dia anterior, depois de ouvir as notícias que ele estava prestes a ser preso, fez um contato com os maquis, membros do movimento de resistência clandestina francesa à ocupação alemã. Eles eram especialistas em disfarçar as pessoas e levá-las para fora do país, mas exigiam em troca uma enorme soma em dinheiro.
Em um dia os maquis conseguiram novos passaportes, vistos, certidões de nascimento e cartões de racionamento de comida para uma família de oito pessoas. Aquela família agora tinha um novo nome. Não eram mais os Munks, mas os “Martins”.
O plano era que na quinta-feira os Martins deveriam viajar de trem para uma pequena cidade na fronteira sul da França. Numa pequena fazenda, perto da fronteira suíça, eles seriam encontrados por um outro grupo de maquis, que os levaria para a liberdade na Suíça. Por este serviço, o Rabino Munk pagara a astronômica quantia de 5.000 francos.
Para não despertar suspeitas, decidiu-se que a família não viajaria junta. Amelie, a filha mais velha com doze anos, cuidaria de suas duas irmãs menores e de seu irmão pequeno em um trem, enquanto o rabino e sua esposa viajariam em outro trem com os nenês gêmeos.
A viagem de seis horas foi ruim e enervante. Apesar da constante ameaça dos soldados nazistas, a jovem conseguiu controlar a situação a cada vez que o trem parava, respondendo calmamente todas as perguntas. No outro trem, o Rabino Munk, sua esposa e os gêmeos também conseguiram viajar sem serem detectados. Para o seu grande alívio, os novos documentos provaram ser uma excelente falsificação.
Da estação de trem, cada um dos dois grupos pegou carona até a fazenda que ficava perto da fronteira. De noite, a exausta família estava reunida. Eles tinham muito pouca comida e as únicas roupas que possuíam eram as que estavam vestindo.
Naquela noite de outono os Munks esperaram os maquis que os levaria para a liberdade. Mas os seus salvadores não chegaram. Os Munks tinham sido enganados. O Rabino Munk pagara uma fortuna para sair de Nice, mas agora estava na mão, sem ninguém a quem recorrer.
Na manhã seguinte, sexta-feira, o rabino e sua mulher decidiram que não poderiam ficar abandonados naquela fazenda. Eles começaram a caminhar em direção à cidade mais próxima - Aix-Le-Bains. Lá, eles esperavam encontrar alguém que os ajudasse. No Shabat pela manhã, o Rabino Munk decidiu dar uma volta pela cidade de Aix-Le-Bains com seu filho Yaki. Então eles viram um homem que obviamente era judeu. O Rabino Munk cumprimentou-o com um “gut shabes”. O homem respondeu o cumprimento e disse: “Se você está procurando um lugar para rezar, nós estamos nos reunindo esta manhã. Você gostaria de se juntar a nós?”. Quando o rabino e seu filho começaram a acompanhar o homem, o Rav Munk sorriu para si mesmo. Ele percebeu que o cavalheiro era um dos antigos membros da sinagoga da Rua Cadet, em Paris, onde o Rabino Munk trabalhara. Mas a aparência do Rav Munk estava tão alterada que o homem não o reconheceu.
Rav Munk se apresentou ao homem como o Sr. Martins e explicou que queria entrar em contato com membros da resistência francesa, os maquis, para ser levado, através da fronteira, para a Suíça.
Depois da reza, os homens que tinham se reunido para rezar cumprimentaram seu novo visitante e perguntaram onde ele estava hospedado. “Num hotel no centro da cidade chamado The Plaza”, respondeu o rabino. “O senhor está louco!”, eles exclamaram. “Este hotel é o quartel general do partido nazista nesta cidade!”. “Maravilha!” respondeu o rabino. “Essa é mais uma razão para eu ficar lá. Eles nunca desconfiarão que há um judeu entre eles em seu próprio quartel”.
A pequena comunidade judaica de Aix-Le-Bains ajudou o Sr. Martins a contatar o “Brawn”, um dos ramos dos maquis. Eles garantiram à família que, por uma considerável soma em dinheiro, eles os escoltariam através da fronteira. Uma vez mais foi recomendado que a família encontrasse os guias franceses naquela pequena fazenda perto da fronteira. Então, para não levantar suspeitas, novamente os Munks se dividiram em dois grupos.
Assim, num final de tarde de 1943, um dia antes de Rosh Hashaná, Amelie andava pela estrada com seus três irmãos menores quando cruzou um caminhão carregando um monte de fardos. Ela disse para o motorista que eles estavam indo para um orfanato e pediu uma carona. O motorista sorriu amigavelmente e abriu a porta. Será que ele era um membro da resistência? Será que seu sorriso era de simpatia por uma família que vagava pela estrada? Ou era um sinal de traição e logo ele os entregaria para as autoridades?
Amelie não podia ter certeza, mas ela não tinha outra opção. Ela necessitava obrigatoriamente confiar naquele homem; era uma questão de sobrevivência.
Mais tarde, naquele mesmo dia, toda a família estava reunida novamente na fazenda. Eles sabiam que os guias franceses só viriam após ter escurecido totalmente - se viessem. Eles precisavam se assegurar de não serem detectados pelos sentinelas nazistas que patrulhavam a fronteira com seus cães de guarda.
Os Munks recitaram Tehilim, conversaram um pouco e aguardaram.
Às quinze para as onze da noite, dois homens enormes se aproximaram da fazenda. Eram os ansiosamente aguardados guias franceses e estavam muito bem armados. Logo que chegaram, enunciaram suas ordens sobre o procedimento de fuga: “Nós andaremos na frente pela floresta até a fronteira. Vocês nos seguirão. Se nós nos virarmos, deitem rapidamente no chão e não abram a boca, nem respirem! Nós daremos um sinal quando for pra continuar andando. Os nazistas e seus cachorros podem aparecer a qualquer momento, em qualquer lugar!”. Os guias explicaram também que, após uma caminhada de meia hora pela fronteira, eles levariam a família em direção a uma cerca de arame farpado, que seria cortada o suficiente para que todos passassem. “Agora”, disseram eles, “vamos nos mexer!”.
Cada um dos guias pegou um dos nenês gêmeos nos seus ombros e começou a andar.
Rebetsin Munk começou a sentir um nó no estômago. “E se esses guias também forem falsos?” ela pensou. “E se eles estivessem raptando suas crianças para exigir algum resgate?”. Esses pensamentos eram tão dolorosos para serem considerados que ela os expulsou da cabeça. Em todas as suas excursões, os Munks sempre depositaram uma fé completa no Todo-Poderoso. Nessa jornada de meia hora não seria diferente.
Eles andaram um pouco e, de repente, os guias se viraram. Toda a família se atirou imediatamente no chão com a cara virada para baixo. Ninguém emitiu um único som. O rastejar de pequenos animais era ouvido naquela solidão da noite. Depois de um pequeno intervalo de tempo eles continuaram sua empreitada. Os guias os levaram através de trilhas e de campos abertos. Em determinado momento os maquis viraram novamente. Os Munks se atiraram no chão, mal e mal respirando, enquanto ouviam latidos de cachorros.
Ficaram imóveis até não mais ouvirem os cães. Andaram mais dois minutos e os guias pararam. Eles se voltaram para os Munks, devolveram os gêmeos e desapareceram. O que aconteceria agora? Será que eles seriam deixados como uma presa indefesa para qualquer alemão que passasse? Por cinco longos minutos os Munks ficaram pensando o que aconteceria com eles. Então os guias reapareceram. “Nós fomos checar a cerca”, eles disseram. “Vocês todos vão poder passar; são apenas duzentos metros à frente. Do outro lado vocês deverão descer uma colina muito próxima”.
Mal acabaram de falar, os guias tiraram suas armas e apontaram para os Munks. Para grande descrédito da já assustada família, os mercenários exclamaram: “Levantem suas mãos!”. Aqueles abomináveis guias franceses começaram a roubar tudo o que os Munks possuíam. Seus documentos, seu dinheiro, o anel de casamento da Rebetsin Munk... até mesmo uma pequena caixa de fósforos que o Rabino Munk levava foi roubada. Como se não bastasse o descaramento, eles ainda forçaram os Munks a abrirem suas bocas para checarem se havia dentes de ouro. Então os guias fugiram deixando os Munks chocados, confusos e arrasados. E ainda em perigo.
Por algum tempo os Munks permaneceram sem pronunciar qualquer palavra. Todos estavam muito chocados para falar. Finalmente, o Rabino Munk disse suavemente: “Não nos sobrou nada, mas temos nossa fé no Todo-Poderoso. Vamos continuar”.
Vagarosamente e em silêncio, eles se dirigiram para a suposta cerca de arame farpado. Será que outra armadilha os esperava ali na frente? Se aqueles monstros podiam roubá-los, eles também podiam traí-los novamente! Mas os Munks não tinham outra opção a não ser continuar.
Para o seu alívio, a cerca realmente existia e estava aberta. Pelo menos os guias fizeram isso! Essencialmente, isso era mais importante que qualquer outra coisa naquela noite.
Um por um, eles se arrastaram pelo buraco na cerca. Os cachorros não os tinham farejado e os nazistas não tinham vindo atrás deles.
Rebetsin Munk estava muito alegre. Ela tocou a grama e escavou em êxtase. “Baruch Hashem estamos livres!”, ela exclamou. Mas sua alegria durou pouco.
Eles começaram a descer a colina, cuidadosamente, no meio de um mato alto. Plantas selvagens raspavam suas peles. Amelie podia ouvir palavras de Tehilim sendo pronunciadas por seu pai. Quando terminaram de descer a colina, levaram outro choque. Chegaram em um terreno plano, mas o chão parecia frio e úmido. Provavelmente havia um rio logo à frente. Mas qual a sua largura? Qual a sua profundidade? Nem todos sabiam nadar! Se fosse realmente um rio, especularam, eles ainda não tinham cruzado a fronteira. Ainda estariam dentro dos domínios nazistas. Seria possível que eles ainda tivessem sido vítimas de outra armadilha sem coração?!
Rav Munk estava tremendo. Os guias tinham roubado os fósforos que ele trouxera para qualquer eventualidade e não havia jeito de resolverem a situação. Novamente eles estavam paralisados. Teriam que esperar até a alvorada antes de começar a se mexer novamente. Além disso, apesar de estarem vestindo duas mudas de roupa, seus corpos estavam arranhados e cansados.
De repente, o pequeno Maxi, um dos gêmeos com apenas um ano e meio de idade, começou a chorar. Ele ficara quieto por todo o tempo. Até mesmo quando foi carregado por um daqueles guias franceses, que era totalmente estranho, permaneceu em silêncio. Quando foi espremido para passar pela cerca, também ficou quieto. Durante toda a noite estava em silêncio, mas agora estava chorando incontrolavelmente.
Seus pais tentaram acalmá-lo, sem sucesso. Amelie também tentou falar e brincar com ele, mas nada conseguia acalmá-lo. Se ainda estivessem em território francês, o choro da criança atrairia uma patrulha nazista e denunciaria onde eles estavam.
De repente, Amelie avistou um facho de luz à distância. Ela fez um sinal para seu pai e ele mandou que todos deitassem em silêncio sobre a grama molhada.
Somente Maxi ainda chorava. O facho de luz, que vasculhava a área, estava chegando mais perto. As crianças podiam ouvir o coração de seus pais batendo. A luz insistia cada vez mais próxima e, de repente, alguma coisa tropeçou em todos eles. Eles deram um grito.
Logo ouviram uma voz suave e viram um homem uniformizado levantando do chão depois de ter tropeçado em toda a família.
- Eu sou um soldado suíço - disse o homem enquanto limpava sua roupa. - Venham, sigam-me!
- Mas, e o rio? Rav Munk perguntou.
- Vamos cruzá-lo. Não é fundo.
O soldado segurou os dois gêmeos em seus braços e carregou-os através do rio, enquanto os outros seguiam atrás com água na altura da cintura e do peito. O soldado guiou-os colina acima pela estrada e através de um campo até chegarem a um pequeno prédio. A luz no prédio temporariamente ofuscou a família, que tinha viajado tanto tempo na escuridão da noite.
O soldado sentou e disse para o Rabino Munk: “Eu sou pai de uma grande família. O choro de sua criança tocou meu coração e me fez pensar em minhas próprias crianças em casa. Fui falar com meu oficial comandante e perguntei se eu poderia salvá-los. Ele consentiu”.
Os Munks descobriram que aquele local, perto do rio, era na verdade uma espécie de “terra de ninguém”. “Se o seu filho não tivesse chorado”, o gentil soldado disse, “os nazistas certamente os encontrariam. Noite após noite eles têm prendido centenas de pessoas nessa área, mas felizmente eles não prenderam sua família! Bem-vindos à Suíça!”
* * *
Os Munks permaneceram na Suíça até o fim da guerra. Durante este tempo a Rebetsin Munk teve seu sétimo filho.
Em 1946 os Munks voltaram para Paris e o rabino reassumiu suas tarefas na sinagoga da Rua Cadet. Ele trabalhou fervorosamente para libertar as crianças judias das casas onde tinham sido escondidas durante a guerra. Ele também ajudou inúmeras pessoas nos campos de refugiados. Além disso, dedicava-se para manter os padrões de cashrut na cidade e ministrava um grande número de aulas.
O tempo passou e chegou a hora de celebrar o bar mitsvá de Maxi. Após a leitura da Torá na sinagoga para a qual em certa oportunidade ele pensara que nunca mais retornaria, Rav Munk ficou em pé, perto da sua bimá, o palanque, do lado do aron hacôdesh e disse:
“Meu querido filho Maxi! Desde que você nasceu eu esperei por esta ocasião especial. Um momento que eu temi nunca presenciar, a simchá de ver você se tornar um jovem bar mitsvá. Eu lhe agradeço, meu filho, por ter chorado como você fez. Não só por você ter salvado a vida de sua mãe, a minha vida e a de seus irmãos. Eu agradeço a você, querido filho, em nome de todas as futuras gerações que vão nascer em nossa família. Algum dia eles saberão que o seu choro salvou-os também e eles agradecerão a você”.
Enquanto o Rav Munk enxugava suas lágrimas, não havia um olho seco dentro da sinagoga.
“Disguise, Deception and Deliverance” no livro “In the Footsteps of the Maguid” do Rabino Pessach J. Krohn.
Publicado com permissão da Mesorah Publications.