Matérias >> Edição 188 >> Leis e Costumes II

A Importância das Berachot

Rabino I. Dichi

As berachot equivalem ao cumprimento

de todas as mitsvot!

“Ta’amu Ur’u ki tov Hashem” - Provai (saboreai) e vede que D’us é bom (Tehilim 34:9). “Disse o Todo-Poderoso: ‘Cumpre todas as mitsvot que te dei na Torá. Se comeres dos frutos da terra ou das árvores, recita a berachá sobre eles, pois se os comeres e não fizeres a berachá, estarás roubando os frutos, a árvore e a terra, Àquele Que os faz crescer. Se, no entanto, o indivíduo comer e recitar a berachá, ele coroa Aquele Que os criou. Por isso, provai (saboreai) e vede que D’us é bom.’” (Yalkut Shim’oni, para Tehilim 34).

O comentário Zayit Ra’anan sobre o Yalcut Shim’oni (Tehilim 34), declara: “‘Todas as mitsvot’ significa que se recitares as devidas berachot sobre todas as coisas, é como se cumpriste todas as mitsvot.”

Pelas palavras do Yalcut Shim’oni e do Zayit Raanan conclui-se, que aquele que recita as devidas berachot antes de comer, alcança um grau muito elevado e se compara àquele que cumpre todas as mitsvot da Torá. Por que será?

Rabi Ya’acov Chayim Sofer Shelyt”a, em seu livro Ner Yehudá, escreve, que esse midrash ajusta-se perfeitamente com o que o Yalcut Shim’oni escreve a respeito do capítulo 16 do Tehilim: “Disse o Santo, bendito seja Ele: ‘Se comeste e disseste: Baruch Atá Hashem (Bendito és Tu, Hashem) - ‘Tovati bal alêcha’ - não penses que te fiz um favor em te dar de comer do que é Meu; pois comeste do que é teu, e é como se tiveste cumprido toda a Torá, conforme está escrito: ‘Veachaltá vessaváta uverachtá’ (Devarim, Parashat Êkev, cap. 8, versículo 10) - Comerás, satisfazer-te-ás e abençoarás - e pouco antes no capítulo 8, versículo 1 está escrito: ‘Col hamitsvá...’ (Devarim, Parashat Êkev, 8:1) - Toda a mitsvá...

Portanto, aquele que faz a berachá sobre os alimentos, é como se tivesse obtido licença de D’us para tirar proveito do Seu mundo. Faz com que a comida seja considerada sua e dessa maneira não a está roubando de D’us. E mais ainda: seu mérito é tão grande, como se ele tivesse cumprido toda a Torá. Por que o peso das berachot equivale ao cumprimento de todas as mitsvot da Torá?

As berachot levam à fé em D’us

Na continuação do midrash trazido no Yalkut Shim’oni está escrito: “Outra explicação para ‘Bal alêcha’ - é somente de você: Yuvelu col hatovot shelchá vivalu vach. Ainda outra explicação: mevalê ani col hatovot shebegufchá vegufchá enô balê.”

O livro Alê Shur (parte 2 pág. 316) explica as palavras do midrash: “Por intermédio das berachot podemos degustar a bondade Divina na fruta da qual tiramos proveito: cada prazer e o seu gostinho especial. Se comermos sem fazer a berachá, estamos simplesmente ingerindo um bom alimento. Em contrapartida, aquele que faz a berachá coroando o Criador e percebendo que está comendo coisas sagradas, acaba por experimentar a essência da bondade Divina dentro do seu prazer. Assim, adquire mais fé e reconhecimento da benevolência de D’us em cada prazer que tiver neste mundo.”

Baseando-se em suas palavras, podemos deduzir que as berachot são a chave para uma compreensão mais aprofundada e para uma sensação mais clara da Providência Divina no mundo. Ou seja; aquele que come algo e deixa de fazer a berachá, acaba ficando somente com o lado material, físico. Em compensação, a consciência de que tudo aquilo que o homem alcança, emana da bondade Divina, fortifica-se dentro daquele que faz a berachá do fundo de seu coração antes de comer. Esta contemplação incute no coração do homem uma fé concreta em D’us, reconhecimento de Sua bondade e sentimentos de gratidão para com Ele. As berachot que fazemos com fervor e com atenção, nos conduzem a um reconhecimento geral da bondade Divina, a uma ligação espiritual mais profunda com a Torá e também ao cumprimento mais preciso das mitsvot de Hashem. Portanto, vemos que as berachot realmente podem nos levar a cumprir todas as mitsvot. Agora, o midrash que interliga as duas coisas torna-se bem claro.

A berachá e seu significado - uma chave para o serviço Divino

O livro “Cad Hakêmach” traz, no verbete “berachá”: “Já que encontramos um versículo inteiro na Torá que nos ordena a fazer berachá sobre o alimento, concluímos que temos uma obrigação veemente em tomar cuidado com as berachot obrigatórias e também com as berachot de deleite. Todo aquele que zela pelas berachot, manifesta sua fé e a pureza de seu coração, e demonstra que seu judaísmo tem raízes fortes e que ele é um chassid (pio, devoto) e yerê chet (temente ao pecado).

Ou seja, o modo pelo qual o indivíduo faz a berachá e o costume de fazer questão de recitar a berachá com intenção e fervor, demonstram sua fé e seu temor a D’us. Ser temente a D’us e temer o pecado é facilmente reconhecido pela maneira com que o indivíduo faz a berachá. É algo que atesta a interioridade do homem.

Subentende-se que há também um caminho do exterior para o interior, ou seja, aquele que faz questão de prestar atenção ao significado das berachot, acabará sentindo a bondade Divina; e seu amor e seu temor a D’us ficarão cada vez mais fortes. Quanto maior for a intenção, mais sagrado será seu interior e mais ligado estará a D’us.

Midrash Tanchumá (Parashat Vayêshev, 7) escreve sobre a declaração da Torá “A morte e a vida estão nas mãos da língua e aqueles que a amam comerão dos seus frutos”. “Diz Rabi Chiya bar Aba: ‘Alguém tem um alimento feito com figos perante si. Se comer dele sem fazer a berachá - a morte está nas mãos da língua [a morte como ausência de espiritualidade; insensibilidade e apatia aos fatos espirituais]. Se, no entanto, fizer a berachá antes de comer - a vida está nas mãos da língua.’”

Vemos, pelas palavras do midrash, que a diferença entre a berachá e a falta dela é tão decisiva que é equiparada à diferença entre a vida e a morte. A berachá traz vida e a falta dela é comparada à morte, porque aquele que comeu (sem fazer a berachá), transgride o mandamento Divino que ordena fazermos a berachá, ficando somente com o lado físico, absolutamente destituído de espiritualidade.

Rabi Yehonatan Eibeschütz z”l escreve em seu livro Yearot Devash, parte 1, derashá 11: “Deve-se tomar cuidado em não transgredir os preceitos Divinos, estudar as leis da Torá e resguardar os pequenos pecados que se costuma desprezar - principalmente as leis de Shabat e yom tov e as leis de birchot hanehenin.

De acordo com suas palavras, a chave para o serviço Divino é o conhecimento das leis de forma clara. Afinal, não há meios de servir o Rei sem saber qual é a Sua vontade. Assim também, não há possibilidade de cumprir as mitsvot de Hashem sem saber de forma clara os detalhes das mitsvot que Ele quer que cumpramos, e os detalhes das proibições que Ele está interessado que nos distanciemos. As leis de Shabat e yom tov são leis que possuem muitos detalhes e, sem conhecimento claro, é muito fácil errar. As leis de berachot também são muito complexas, e, sem conhecimento profundo, é muito fácil enganar-se. A forma de passar por estas leis sem incorrer em obstáculos é estudá-las minuciosamente. Aquele que é perito, poderá seguir o caminho das mitsvot, sem tropeçar. O indivíduo não deve se iludir, que sem conhecimento profundo das leis, ele também cumpre as mitsvot devidamente. As coisas não são assim e a experiência atesta que somente a perícia na lei é a garantia para impedir que sucumbamos à cilada dos pecados.

Meticulosidade em fazer a berachá com intenção traz muita fartura

Encontramos em várias fontes que aquele que faz questão de fazer a berachá com devoção e fervor, paralelamente ao cuidado minucioso das leis das berachot, atrai uma profusão de bênçãos dos Céus sobre si e sobre aqueles que o cercam. Ele faz a berachá para D’us e, medida por medida, o Criador o abençoa com fartura e sucesso.

Rabi Chayim Faladji zt”l escreve em seu livro Col Hacatuv Lachayim: “Cem berachot prolongam a vida; portanto, não despreze este assunto de cem berachot, pois por meio dele teremos vida longa”. Vide capítulo três - Cem Bênçãos por Dia.

Ou seja, a quantidade de pelo menos cem berachot que nossos sábios definiram para fazermos todo dia, atrai das Alturas uma fartura de bênçãos e vida para aquele que faz a berachá.

O livro Ner Yehudá traz as palavras do sagrado Zôhar (folha 72, lado 2) das quais aprendemos que aquelas berachot que fazemos sobre tudo o que comemos, bebemos e temos prazer, trazem vida da verdadeira fonte da vida, que é o Criador.

O livro Ner Yehudá (ibidem) traz uma prova interessante para o fato de que, ao fazermos cem berachot por dia, temos o mérito da longevidade. O Bá’al Haturim traz, sobre o passuc em Parashat Vaetchanan “Veatem hadevekim Bashem Elokechem, chayim culechem hayom” - E vós, que vos unistes a Hashem, vosso D’us, estais todos vivos hoje - que as ‘coroazinhas’ que aparecem sobre a letra kuf insinuam sutilmente as cem (valor numérico de kuf) berachot que devemos fazer todo dia; e o final do passuc é: “...chayim culechem hayom” - estais todos vivos hoje. Kuf - cem - faz com que todos vocês estejam vivos.

Como já foi dito acima, por meio da berachá, nós mostramos que a sensação profunda de nosso coração é que tudo pertence a Hashem e que nós não possuímos nada. A berachá é uma espécie de pedido de licença para tirar proveito do mundo de D’us. Concluímos também que aquele que acha, erroneamente, que tudo lhe pertence e que sua vida não é uma dádiva Divina, mas sim, seu próprio patrimônio, dos Céus não concordarão em continuar a lhe gratificar com vida adicional. Afinal ele nem reconhece o valor do presente e Daquele que o concede. Em contrapartida, um indivíduo que sente que nada lhe pertence e que tudo é uma dádiva gratuita de D’us - Que o ama e Que quer o seu bem - consentirão em outorgar a este indivíduo muita benevolência, bênção e vida longa, pois este sim sente gratidão Àquele que tudo lhe concede e percebe a generosidade contínua que lhe é oferecida diariamente.

Os justos são chamados de vivos

Midrash Tanchumá (final de Parashat Vezot Haberachá) diz: “Disse Rabi Shemuel bar Nachmani: ‘Os justos, até mesmo em sua morte são chamados de vivos; mas os ímpios, até mesmo em vida são chamados de mortos.’ O ímpio, em vida, é considerado morto, pois vê o Sol nascendo e não faz a berachá de “yotsêr or”; o Sol se pôs e ele não faz a berachá de “ma’ariv aravim”, come e bebe e não faz as berachot. Mas os justos fazem a berachá a cada coisa que comem e bebem, que vêem e que ouvem...”

Nas palavras deste midrash encontramos um ponto maravilhoso: como se não bastasse que aquele que faz as berachot traz sucesso e bênçãos abundantes e vida longa para si, ainda faz com que sua vida se torne melhor. Todos os seres humanos vêem fatos maravilhosos que exigem certa consideração. O Sol nasce e se põe, o homem sobrevive comendo e bebendo e assim por diante. Aquele que contempla esses fenômenos sente que eles são ocultos e encobertos, sem ter uma compreensão simples e material. A contemplação acrescenta fé e o homem agradece a D’us por todos os favores que Ele lhe faz. Este é o modo de vida verdadeiro: vida na qual se expressam a contemplação adequada e a reação correta. Aquele que faz as berachot - é um homem vivo! Em contrapartida, a vida daquele que não faz as berachot é comparada à morte; ele não entende e não reage às coisas que acontecem à sua volta. Do ponto de vista espiritual ele é considerado morto, ou seja, insensível, apático e indiferente a fatos espirituais.

Hoje, infelizmente, deparamo-nos com indivíduos senis, cujas células cerebrais começam a degenerar e perdem o contato com o ambiente à sua volta. Não entendem o que falamos a eles; não respondem àqueles que lhes dirigem a palavra e sua vida é muito inferior - uma vida parcial, plena de pesar para eles e para todos os que os cercam.

Podemos comparar isso à vida daqueles que não fazem berachot para D’us, ou seja, aqueles que não observam os fenômenos espirituais que ocorrem a sua volta. Eles podem comer, beber e tirar proveito, mas todos os seus propósitos se detêm no plano material simples. Acima desse plano eles não possuem compreensão e não se interessam por ele. Essas pessoas se desligam de seu ambiente e sua vida não é vida.

“O ímpio em vida é considerado morto, porque vê o Sol nascendo e não faz a berachá de ‘yotser or’”. Se os seus sentidos fossem sãos e vivos, o fenômeno do nascer do Sol - fenômeno maravilhoso sobre o qual o homem não tem controle - deveria despertar nele emoção, admiração e vontade de entender o que é que se oculta por trás desse fenômeno. Será que uma Força Superior é Que dirige e faz funcionar todo o cosmos? Assim, chegaria à conclusão espiritual, teria fé em D’us e Lhe faria uma berachá! No entanto, aquele que ainda não alcançou esse nível, sua vida é mundana e inferior; e em relação à verdadeira vida, ele é considerado morto por ser insensível e apático a fatos espirituais.

Aquele que não faz a berachá, destrói a Criação

O livro Ner Yehudá (pág. 72) traz as palavras do Ritv”á, em sua introdução às leis de berachot: “Por isso todos os membros do povo de Yisrael que querem ter proveito do mundo, devem fazer uma berachá para D’us, Rei do Universo, sobre cada coisa que tenham prazer. Se não fez a berachá - profanou a santidade (ma’ál bacodashim)... Por esse motivo, primeiramente é aconselhável estudar e ensinar seus filhos e alunos as leis de berachot, para que não cheguem a cometer traição e destruam, profanem e desprezem a obra da Criação, porque isso é muito grave.”

As palavras do Ritv”á: “...para que não cheguem a cometer traição e destruam, profanem e desprezem a obra da Criação” - das quais subentende-se, que comer e tirar proveito sem berachá causam uma vasta destruição - podem ser explicadas segundo o assunto de guilgulim (reencarnações). Conforme citado no livro Naguid Umtsavê, cujas palavras foram transcritas no livro “Milê Devrachot”: “O indivíduo deve concentrar-se e ter muita intenção nas berachot de nehenin, para reabilitar o que estiver relacionado ao mineral, vegetal ou animal. Porque às vezes, em cada um desses níveis, há reencarnações, e quando o indivíduo come algum alimento que contém a reencarnação de um ímpio, poderá acabar se tornando ímpio também. Por isso, às vezes, encontra-se um indivíduo cujos atos são todos bons e, inesperadamente torna-se uma pessoa sectária das doutrinas que divergem da Torá e que renegam os fundamentos de nossa fé, ou fica confuso, assim como aconteceu com Yochanan Cohen Gadol, que serviu como Cohen Gadol e no final, transformou-se em saduceu. Porque se aquele que não é um justo absoluto ingere algo onde se reencarnou um ímpio, não só que ele não o retifica, como ainda acaba se tornando igual a ele.

De suas palavras aprendemos que a berachá tem poder de proteger o indivíduo, para que não seja prejudicado pelas almas dos ímpios que podem, porventura, encontrar-se nos alimentos que são introduzidos no nosso corpo, e que passam a fazer parte da nossa essência. Aquele que não faz a berachá, seu ato de comer é mundano e totalmente desprovido de santidade, e ele não está protegido de forma alguma contra os danos espirituais que podem atrapalhar o curso de sua vida e aproximá-lo, da impureza e das transgressões.

O alimento espiritual da alma

Concluindo, acrescentaremos um ponto surpreendente que está ligado ao nosso assunto. Como é conhecido, muitos sábios debateram a famosa questão de como é que o alimento físico nutre a alma espiritual, para que esta não se desprenda (afaste) do corpo. O que a alma encontra no alimento físico e como é que este consegue animá-la. Traremos, para tanto, as palavras do livro Yibanê Hamicdash (pág 143):

“Por meio disto podemos resolver uma questão: como é que o pão material alimenta a parte espiritual do homem? E se o homem não come nenhum tipo de alimento durante alguns dias, morrerá de fome e sua alma saíra do seu corpo! E se comer pão, viverá. Como é que o pão pode manter a alma? Ou seja: assim como o corpo morre, a alma também morre. Assim como o homem morre e seu corpo se degenera, assim também sua alma se desintegra; afinal ela é nutrida a partir de algo material. Porém, essa não é a verdade. Pois eles não conheciam o que escrevemos - que o alimento tem vitalidade, que é a sua parte espiritual, que mantém a parte espiritual do homem. Rabi Chayim Vital z”l escreve: ‘A vitalidade do alimento é a palavra Divina na Criação, pois “... que de tudo o que sai da boca de Hashem, disso vive o homem” (Devarim 8:3), ao dizer à terra que produza tudo o que foi criado. Essa fala (declaração Divina) penetrou naquele alimento e é ela que nutre e mantém o ser humano vivo. Por isso, devemos fazer a berachá sobre o alimento, porque por intermédio da berachá, despertamos esta vitalidade. Assim também com qualquer mitsvá; ao fazermos a berachá sobre ela, também despertamos sua vitalidade.”

Nessas maravilhosas palavras, encontramos uma explicação profunda à vitalidade que se encontra no alimento. Tudo o que existe no Universo foi criado com a palavra Divina. Esta palavra continua a manter toda a Criação e está incluída em todas as coisas, sendo sua parte espiritual. Esta parte espiritual é que constitui o alimento da alma humana e é ela quem continua a manter a alma no corpo. Daqui entendemos melhor a importância da berachá. Quando fazemos a berachá com fervor antes de comer, despertamos o potencial de espiritualidade que está contido dentro do alimento e assim, sua alma se nutre com mais dignidade, mais força e com muito mais proveito do alimento. Em contrapartida, aquele que não faz as berachot, ou não as faz com a devida intenção e fervor - sem concentração - a parte espiritual do alimento não é despertado o bastante e por isso, sua alma não deriva o sustento suficiente do alimento que penetrou no seu corpo.

Trouxemos neste ensaio várias fontes nas quais vemos a importância da berachá e a importância da intenção e da concentração na hora de fazer a berachá. Bem-aventurado é o homem que todo dia e a cada uma das cem berachot diárias, tem a devida intenção, faz a berachá com calma, agradece ao seu Criador e reconhece Seus favores e transforma o ato de comer e os outros prazeres em assuntos espirituais ligados ao Criador, bendito seja. Este indivíduo, mediante as berachot, é capaz de melhorar seu dia-a-dia e transformar-se em uma pessoa espiritual, com uma fé palpável em D’us, que sente que tudo o que possui é uma dádiva do Criador - Que quer o seu bem. Por intermédio disso, terá o mérito de se elevar, durante toda a sua vida, a níveis cada vez mais altos e intensos de fé e de confiança, e uma vida plena de temor a D’us.