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Dedicatória dos Amigos

Carta do filho R. Raymond em homenagem ao Sr. Clement Aboulafia z"l

Personalidade

Incrível! Lembro-me dele dançando com as crianças nos bar-mitsvot; nos casamentos, na frente do noivo. Nas festas, fazendo um círculo, colocando todos a dançar e, com sua alegria, todos a participar.

Frases bem-humoradas eram constantes, um largo sorriso era estendido a todos. Sua recepção aos estrangeiros era especial, seu “chazac uvaruch” a quem subia na Torá ninguém conseguia copiar. Focava constantemente no bem, e seu cuidado com o próximo, algo incrível. Falar mal do semelhante, nunca;  incentivar o próximo fazia parte de sua essência. Ver alguém caído não suportava; seu bom olhado era impressionante! Sua humildade era para todos. Zelava pelo respeito dos outros e, principalmente, de sua querida esposa. Ao provar sua chalá era criativo em mostrar o quão saborosa estava; fazendo um novo som cada vez ao degustar. Agradecia seus fazeres de forma especial; grande gratidão tinha a ela e a todos os demais. Não judeus e funcionários também o admiravam, e recebiam seu incentivo característico.

Sua vontade de crescer fazia parte de seu ser. Não abaixava a cabeça em qualquer situação, ultrapassando desafios com firmeza e sabedoria. Recebeu os sofrimentos com amor e ao Eterno amava em seu coração. Sempre falava de Suas maravilhas e vibrava por essa linda vida. Guiou a família no caminho da Torá e sonhava ver seus filhos grandes em Torá. Seu estudo era repleto de entusiasmo, e ao término de cada Tratado - grande motivo para festa!

Mão aberta e com muita discrição, sua casa aberta aos que precisam e aos que não. Fazia questão das orações em sua casa nas férias e de levar todos em sua famosa lancha, sem exceção. Como posso esquecer quando levava o Sêfer Torá até lá, mostrando ser um mérito incalculável.

Divrê Torá estavam certos na ponta de sua língua; palestras a qualquer momento. Era fanático por cada nova abordagem da Torá ou por uma ideia profunda de mussar. Com grande submissão por seus rabinos, aproximava-se para ouvir o que diziam. Seu tempo disponível a todos, palestras administradas até mesmo a um ouvinte só. Doces eram suas palavras, entrando rapidamente em seus corações.

As súplicas que tantos rezaram para que ele não viesse a nos deixar, partiram de corações quebrados, aqueles que ele se preocupou em revitalizar.

O que mais descrever a quem passou pelas quatro “etapas testes” de uma vida e superou-as: riqueza, pobreza, tranquilidade e sofrimento. Quando rico, não se orgulhou; quando deixou de ser, seu sorriso jamais cessou. Quando tranquilo, convidou todos a participar; quando em sofrimento, nada o abalou. Foi um grande herói, sem jamais desistir nessa batalha, até vencer.

Assim, sua grande alma subiu no dia sete de nissan, pura e refinada dos sofrimentos que passou. Com seu enorme brilho, subiu às alturas irradiando alegria. Milhares de anjos de suas boas ações deram-lhe as boas-vindas, pois Hashem paga o bem àquele que o faz e com certeza não o esquecerá. Aqueles que se alegram e contentam os demais são convocados diretamente “lechayê Haolam Habá”.

Seu grande mérito por ter beneficiado o público cresce eternamente, com o florecimento das sementes que plantou. Nossos sábios comparam o mérito de quem dá méritos ao público ao brilho das estrelas durante a noite; uma noite que terminará em breve, com a luz do mashíach tsidkênu, quando nos reencontraremos, todos juntos, em Yerushaláyim, com todos os outros tsadikim também, amen.

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